O Carnaval 2026 chega ao fim deixando mais do que memórias de festa. Deixa a marca de mulheres que ocuparam as ruas não apenas para celebrar, mas para se mobilizar, reivindicar direitos e afirmar sua presença como sujeitas políticas na cidade.
Ao longo do tempo, o Carnaval consolidou-se como uma das maiores expressões culturais do nosso país. É tempo de festa, ocupação das ruas e celebração coletiva. Mas também é espaço de disputa simbólica, de afirmação de direitos e de mobilização social. Nas ruas, entre músicas e fantasias, emergem pautas urgentes: enfrentamento às violências, combate ao assédio, igualdade de direitos e respeito à autonomia das mulheres.

Em 2026, o Projeto Antonia esteve presente nesse cenário articulando solidariedade concreta e incidência política, reafirmando seu compromisso histórico com a defesa dos direitos das mulheres
💜 Bloco Vegas: solidariedade que se transforma em cuidado
Nos unimos ao Bloco Vegas, coletivo de mulheres de Santo Amaro que promovem inclusão, sororidade e alegria no território.
Durante a organização do evento, apresentamos nosso trabalho e dialogamos com o público sobre a realidade de mulheres em contextos de prostituição, frequentemente atravessadas por estigmas e invisibilizações históricas, ampliando o debate sobre direitos e enfrentamento às violências.
No dia do cortejo, o bloco realizou uma campanha que arrecadou 364 itens de higiene pessoal e roupas destinada às mulheres acompanhadas pelo Projeto Antônia.
Mais do que os números, reconhecemos o significado coletivo do gesto: quando mulheres se mobilizam para apoiar outras mulheres, redes de cuidado são geradas reafirmando que todas são sujeitas de direitos e parte da nossa comunidade.

✊ Bloco Dona Yayá: Carnaval também é espaço de reivindicação
Desde o ano 2000, a União de Mulheres de São Paulo leva o Bloco Dona Yayá às ruas do bairro do Bixiga, durante o domingo de pré-carnaval, consolidando esse espaço como manifestação cultural e ato político.
Mais do que celebrar a memória de Dona Yayá, o bloco integra a agenda histórica da União de Mulheres, que ao longo do ano desenvolve ações voltadas à defesa da igualdade de direitos, ao enfrentamento das discriminações e à proteção de conquistas sociais que seguem sob ameaça.
Foi nesse contexto que somamos nossas forças. O Projeto Antonia esteve nas ruas ao lado de tantas mulheres, reivindicando melhores condições de vida, proteção social e garantia de direitos para todas, especialmente aquelas que vivenciam contextos de maior vulnerabilidade, violação de direitos e invisibilidade social.

O Carnaval passa. O compromisso permanece.
Seguimos atuando ao longo do ano nas frentes de Acolhida, Abordagem Social e Sensibilização, porque acreditamos que nenhuma mulher deve enfrentar sozinha as múltiplas vulnerabilidades impostas por desigualdades estruturais.
