Com alegria e júbilo celebramos 13 anos

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“Pela fé e pela ação social, trabalhamos para tornar mais justa e menos vulnerável o caminho das mulheres que exercem a prostituição ou são vitimas de tráfico ara fim de exploração sexual”

Pesquisa – Onde semear

Iniciou através de uma pesquisa realizada na cidade de São Paulo entre setembro de 2004 a janeiro de 2005 pelas Religiosas Oblatas do Santíssimo Redentor, Maria Helena Braga da Silva e Sirley da Silva e a Cientista Social, Flávia Matheus Rios, que realizaram um diagnóstico com o objetivo de identificar instituições que trabalhavam com mulheres em contexto de prostituição na cidade de São Paulo e fazer um levantamento dos locais de maior concentração de prostituição na cidade. A conclusão deste diagnóstico indicava que a região central de São Paulo concentrava os trabalhos desenvolvidos com as mulheres em situação de prostituição.
O diagnóstico detectou que em Santo Amaro havia um grande número de mulheres exercendo a prostituição sem a presença de uma Instituição com trabalho voltado para este público. É uma região que concentrava uma diversidade de estilos de prostituição feminina, localizada nas proximidades da Catedral no Largo Treze, nas Ruas Senador Flaquer, Paulo Eiró e Praça Floriano Peixoto. As mulheres, em sua maioria (56%) da região norte e nordeste do país.

Começar a preparar o solo

Como não havia nenhuma instituição atendendo as mulheres na região, no ano de 2005 começaram a reunir as mulheres no espaço cedido pelo Paço Cultural Júlio Guerra, popularmente conhecido como Casa Amarela, ao lado da Praça Floriano Peixoto. O objetivo era promover ações socioeducativas junto à mulher em situação de prostituição, visando a melhoria da sua qualidade de vida, partindo do fortalecimento do ser mulher, apoiando iniciativas de organização solidária e realizando um trabalho em rede,acompanhando ativamente a efetivação das Políticas Públicas voltadas para a mulher.

Estruturar a missão

No mês de junho de 2007, foi alugada a primeira sala para atendimento às mulheres na Rua Cerqueira César, nº 96. O local escolhido era de fácil acesso e próximo à Praça Floriano Peixoto,do Largo Treze e das casas de prostituição. No dia 28 de agosto de 2007 inaugura-se a sede com a presença das mulheres com o intuito de que elas pudessem conhecer este espaço e apartir daí, também frequentá-lo.
A abertura da sede facilitou o crescimento do Projeto que, ao longo do ano de 2008,teve seu campo de atuação ampliado.

Pessoas para regar e cuidar

No dia 1º de outubro deste mesmo ano, a equipe passou a ser composta por cinco pessoas:coordenadora, assistente social, pedagoga e duas educadoras. Em uma das reuniões da equipe colocaram em pauta a escolha do novo nome para o Projeto e, a partir deste momento,passa achamar-se: Projeto Antonia – A luta decada Mulher. Este nome é em homenagem à Antonia de Oviedo, primeira coordenadora dos projetos de missão do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, do qual é afundadora.
A partir de 2009, o Projeto Antonia amplia a sua atuação, disponibilizando às mulheres acompanhamentos diversos, reforço escolare favorecendo a participação em cursos profissionalizantes externos.
Em 2010, o Projeto já contava com uma rede de parcerias envolvida na atuação com as mulheres,tais como: Paço Cultural Júlio Guerra, Centrode Referência DSTs/Aids (CR), Centro deTestagem e Aconselhamento (CTA), Centro deCidadania da Mulher (CCM), entre outros, todos situados em Santo Amaro. São Parcerias que favorecem tanto o atendimento às mulheres,como a expansão do Projeto.
Através das Agentes de Prevenção do ProjetoTudo de Bom acompanhado pelo CTA, que realizavam prevenção nos locais de prostituição,em 2011, o Projeto Antonia teve acesso às boatese Privês da região que possibilitou a presença do mesmo nesses espaços.
Aos poucos, o vínculo com as mulheres é fortalecido e por isso vai se tornando uma referência de atendimento às suas demandas.
Com a ampliação do campo, houve um aumento de demandas por parte das mulheres, gerando a necessidade de um maior espaço para atendimento às mesmas e vê-se a necessidade de mudança da sede para um local mais amplo.
Em abril de 2014, a sede do Projeto Antonia passa a ser à Rua Ten. Cel. Carlos da Silva Araújo,145A, sede atual e continua sendo um local de fácil acesso para as mulheres, pois encontra-se situado na região central.
Atualmente conta com uma equipe multidisciplinar composta por integrantes do Instituto das Irmãs Oblatas, profissionais contratadas, estagiárias e uma rede ampliada de parcerias envolvidas no atendimento àsmulheres.
Além do atendimento às mulheres, desenvolve ações de sensibilização da sociedade,organizando e participando ativamente de eventos, seminários, ações externas, entre outros.

Texto: Luiza Pralon

Fala das mulheres atendidas

“Eu amo o Projeto e, principalmente, as irmãs que conheci há praticamente 13 anos. O Projeto fez muitas coisas por mim e eu agradeço a Deus. (…) Principalmente por terem me ajudado a pagar o meu curso de cabelereira. Minhas palavras são essas: Que vocês façam uma Revista linda! (…) Não posso estar sempre com vocês por causa do meu trabalho, mas meu coração e boa vontade sempre estão aí. Que Deus ajude para que vocês cresçam mais para poder ajudar as meninas e as pessoas que estão precisando do trabalho de vocês. Parabéns!”
J.M.M

“O Projeto Antonia é muito importante para mim, é um lugar que conheci pessoas boas que me ajudaram e orientaram. Posso conversar, me abrir e falar o que sinto. Aqui achei apoio para minha filha. No Projeto as pessoas recebem a gente muito bem, são comunicativas e nos dão atenção”.
C.M.S.N

“O Projeto Antonia, significa para mim e para outras mulheres, a oportunidade de mudar e ir além sem preconceitos, apesar das escolhas que fazemos na vida acredito que nenhuma mulher nasce para se prostituir. O que acontece de fato são as circunstancias da vida, algumas são forçadas, outras por necessidades. Seja qual for o motivo, temos uma chance de recomeçar. É importante o incentivo e a compreensão de quem não julga nem discrimina, pelo contrário, ajuda e orienta mulheres que estão excluídas da sociedade. Achei no Projeto o que eu precisava: ajuda para trilhar outro caminho e sair daquele vida maldita de prostituição. Deus abençoe a todas que fazem parte do Projeto Antonia”.
A.M. dos S. R

“O Projeto Antonia foi uma descoberta muito grande em minha vida, porque quando conheci o Projeto, eu vivia em um mundo obscuro, por causa da vida que levava, e dividir as experiências com outras mulheres e com profissionais, abriu minha mente e fez ver as coisas de uma forma diferente. O Projeto também me auxiliou com meu filho, indicando programas como Jovem Aprendiz, e hoje ele é um profissional. Conhecer e participar do Projeto representa conhecimento para muitas mulheres, que trilham diferentes caminhos com diferentes alternativas. ”
M.M. de J

Seguimos lutando em favor da vida, da justiça, do respeito e da solidariedade.

Conteúdos do blog

As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais do Projeto Antonia – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais.   

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